Pedal Livre pela serra que separa os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Sábado 16 de janeiro de 2009.
Como não consegui nenhum companheiro para pedalar neste sábado, o jeito foi partir sozinho e com muito cuidado.Acordei por volta de seis horas da manhã, dei uma olhada para o céu e desanimei. Estava nublado e achei que iria chover. Às sete da manhã entro na internet e vejo um grupo de ciclistas em São Paulo manifestando contra a velocidade dos carros. Animei e tratei de ajeitar as coisas e partir para um dia de pedal.Consegui sair de casa às oito e quinze da manhã. Parei em frente à Escola Sônia Amaral Torres próximo de minha casa, onde um amigo fez uma foto minha. Dali, segui pela estrada que vai para Venda das Flores, 3º distrito de Miracema e em poucos minutos estava na entrada do Parque Ecológico Santa Rita onde fiz uma rápida parada e segui para a Fazenda Cachoeira, onde logo após a ponte, pegaria a estrada de terra que me levaria à Fazenda Santa Cruz. Olhei rápido para o morro e fui logo encarando. Fui bem devagar, fazendo algumas fotos e em uma hora consegui vencer aquela subida onde chegando ao mata-burros, ouvi muitos urros que pareciam de alguns barbados.Ali descansei um pouco e comi uns biscoitos chupei uma laranja e segui até a Fazenda Santa Cruz.Chegando lá fui muito bem recebido pela esposa do Batista que não consigo me lembrar o nome (devia ter anotado). Ela encheu minhas garrafas de água e falou um pouco da região e dos últimos acontecimentos. Quando eu já ia saindo chegou o Batista, que cuida da fazenda. Conversei um pouco com ele, tirei umas fotos e entrando na porteira à esquerda, segui em direção a fazenda Brejo Grande(não tenho certeza se é este mesmo o nome). Mais alguns minutos e estava de frente com o grande açude do alto da serra. Eu particularmente, não conheço outro do tamanho desse em Miracema. Acho que é o maior reservatório de água de Miracema. Também tirei uma dúvida que estava me deixando com uma pulga atrás da orelha:Me disseram que tal açude tinha estourado na grande chuva depois do natal de 2008. Para o bem de Miracema lá estava ele firme e bem seguro. Nas margens deste belo açude, encontrei o Táta, que mora e toma conta da fazenda do Fernando Lavaquiel. Táta mora com a família a beira do açude onde uma curva quase que esconde a casa. Ele me mostrou algumas plantações de eucalipto, me informou das condições onde eu iria passar e me convidou para voltar mais vezes. Renovei minha água e fui em direção a Fazenda Ventania de cima. Sabia que o trecho era de difícil acesso e pelo menos uma porteira eu teria que pular e passar a bicicleta. Valeu o esforço pois ao chegar no alto, onde uma acentuado nos leva a trilha que vai para a Ventania de Cima, o visual era de fazer qualquer um parar para apreciar. Aproveitei e fiz mais um lanchinho e saquei algumas fotos. Quando entrei na trilha é que vi o quanto é perigoso fazer esse percurso sozinho: estava num lugar onde não passa ninguém e um terreno muito acidentado. Fui vencendo os obstáculos com muita calma e cuidado. No fim da trilha uma tranqueira me separava da estrada novamente.Agradeci a Deus e fui em frente, mas quando estava em descendo um pasto para cortar caminho, me deparei com um boi que ficou bloqueando o caminho. Não quis abusar e esperei até que ele desse o fora. Dali eu avistava a nova estrada que leva ao topo do Morro Azul, onde são feitos saltos de parapente. Mais alguns minutos e estava na Fazenda Ventania de Cima, onde uma cachoeira me chamava para o banho, mas como estava com o corpo muito quente, achei melhor esperar o banho na barragem da Boa Vista. Conversei o Levi e suas filhas que me deram água e um cafezinho bem gostoso. Levi me contou dos barbados que chegam pertinho de casa. Antes de sair, ainda ganhei dois abacaxis produzidos ali mesmo sem química nenhuma. Agora era só descer cerca de seis quilômetros até a fazenda Boa Vista. Escolhi a música Alô, Alô Brasil do Gonzaguinha para a descida. Acionei a opção para repeti-la e fui curtindo um lindo visual na descida. Parei algumas vezes para fotografar a cachoeira e outros visuais na estrada.Como eu imaginava, agora era hora de encontrar com muitos banhistas. De cara encontrei dentro da matinha, um grupo de rapazes que estavam indo para a Cachoeira da Cara. Mais abaixo, na cachoeira que fica por cima da barragem da Boa Vista, mais motos e mais pessoas se banhando. Cheguei a barragem e agora eu poderia tomar o meu banho. Tirei a roupa e equipamentos de segurança e só de sunga esperei o corpo esfriar para aproveitar aquela deliciosa água. Algumas famílias também se banhavam com seus filhos e eu ainda encontrei o amigo Ilvomer que também solitária procurava algum lugar para se safar do calor. Ali mesmo eu descasquei em saboreei o abacaxi natural ganhado à pouco. Vesti minha roupa e terminei a descida para chagar ao sítio Quiriquiri onde encontrei minhas amigas Janine e Aninha além das amiguinhas Brenda, Ana Carolina Lívia. Conversei mais um pouco, fizemos umas fotos e quando vinha embora encontro o Nado, que também mora ali. Peguei alguns jambos e comecei a pedalar de volta para Miracema. A estrada foi reformada recentemente e estava muito boa para pedalar. Como estava me distraindo com os jambos, rapidamente cheguei ao sítio Marombondo para pegar os 300 metros de asfalto que faltavam para chegar em casa. Valeu! Assim começou o nosso Pedal Livre 2009. Veja as fotos.
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