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O Pedal Livre 2006 foi uma cicloviagem por cidades do noroeste do Estado do Rio de Janeiro e Zona da Mata mineira.Foram cinco dias de muitas pedaladas em lugares lindos e calmos e muitas amizades pelo caminho.Confira a seguir o relato dos dias.
1º Dia
Manhã de segunda feira,26 de junho.Chegou o dia de minha aventura de bike.Começa com surpresa pois meu amigo Jorge resolveu de última hora que também iria.Ótimo!!Partimos então às sete e meia da matina.No meio da Serra de Flores encontramos com Sr.José Pedro de 88 anos.Ele um lavrador que disse já ter plantado muito café e arroz e que viu muita mata por aqui.Depois de criar duas famílias(ficou viuvo e se casou novamente) se aposentou e planta agora feijão e milho numa faixa de terra do DER à beira da Estrada.Ás oito e 45 saímos das terras miracemenses.Passamos onde será engarrafada a água mineral Serra de Venda das Flores,no Guararema,e Passamos também pela ponte que me lembro quando tinha uns 9 anos quando meu pai comprou seu primeiro carro,um fusquinha 1970,quando fomos a Itaperuna ví aquela ponte pendurada na estrada.Não sei o que houve mas a ponte faltava as partes que tocanvam os dois lados da estrada.Alguém se lembra? Às nove e 35 pegamos a estrada de terra que nos levaria até Itaperuna.Fomos curtindo muitas paisagens e muitas fazendas com criação de gado nelore.Chegamos em Itaperuna por volta de 12:30, fomos botar um bagageiro na bike do Jorge e conhecemos o Diomar que chegara ontem do Pico da Bandeira onde foi acompanhado de mais 90 ciclistas.Ele me deu altas dicas de locais,que agora pretendo percorrer.Como estamos em dois e chegamos cedo em Itaperuna estamos pensando em seguir até Ourânia hoje mesmo.Amanhã vou postar mais fotos do primeiro dia.Um abração a todos. 2º Dia
Vou começar o relato do segundo dia agradecendo a nossa amiga Terezinha Lopes, não só pela hospedagem e alimentação, mas principalmente pelo carinho,atenção e ótima companhia e pelas dicas de locais interessantes para conhecermos.Terezinha nos deixou com acerteza de que exisem muitas pessoas boas nesse mundo.Valeu por tudo Terezinha!! Bom saímos de Itaperuna às 06:45 com a maior disposição para chegarmos em Ourânia antes um pouco do meio dia para assistir ao jogo do Brasil.Depois de passarmos por várias fazendas de produção de leite, pelo local onde é engarrafada a água mineral Avaí(só 20 litros) e comermos algumas goiabas na casa do Alex, um garoto de 12 anos que adora bicicletas, chegamos em Ourânia.Ourânia é o local que esperava.Simples pequena, muito limpa,com uma área ampla onde existe uma quadra coberta, uma enorme árvore,um posto policial e o que eu achei fantástico e que serve de exemplo para outras cidades:um banheiro público muito bem cuidado.Lá estavam o Bié,Dona Helena e Dona Maria dando aquele capricho.Como chegamos lá por volta de 10 e meia, resolvemos partir para Natividade e encontramos com o amigo Jovam na estrada e seguimos para ver o que seria o Brasil X Gama.Chegamos lá faltando 20 minutos para o início da partida.Fui imediatamente a procura do Rubinho,recomendado pelo Fernando Lima.Quando chegamos,Rubinho estava almoçando ao som do Hino Nacional, mas nos atendeu com o maior carinho e boa vontade.Ele nos disse on de ficava e nos liberou o Quiosque da Taboca, uma cachoeira linda e espaçosa onde passaríamos a noite.Então fomos almoçar assitindo o jogo do Brasil.Aos trinta minutos do segundo tempo eu disse:Jorge vamos nessa procurar um local onde possa acessar a intenet e vamos descansar.Depois de uma hora de procura desistimos pois as duas lojas haviam fechado para o jogo e não abriram mais.Conhecemos o Jorge Nacif, um ciclista experiente de Natividade que deu aquela força pra gente.Grande pesso.Valeu Jorge.Fomos para a cachoeira da Taboca e tivemos um bela surpresa."É aí que vamos ficar"?perguntou o Jorge.Quiosque da Taboca é um lugar onde no verão, nosso amigo Rubinho e sua esposa recebem os visitantes num ambiente com muita água,muito verde e sempre com um grupo musical animando as noites de sextas e sábados(as cachoeiras são ilumindas) e domingos.Ao Rubinho e sua esposa deixamos aqui nossos agradecimentos e a promessa de uma visita em breve com os levando os amigos de Miracema.Lavamos nossas roupas, tomamos um banho geledão na cachoeira(tem um bicão show de bola)conversamos,fizemos o jantar e dormimos ouvindo a Rádio Nacional.
3º Dia
Estou em Varra-Sai e nesse momento em que estou aqui na net enviando essas informações o meu companheiro de viajem está na Biblioteca aqui ao lado curtindo o que ele gosta muito:Ler.Amanhã vou mandar notícias do 3º dia.Terça-Feira,dia 27 de jDepois de passar uma noite super agradável com o som da cachoeira da Taboca ao fundo(gostaria de levar todos meus amigos lá) nos levantamos para mais um dia de pedalada.Esse, segundo informações dos amigos seria o dia mais cansativo pois 19 kms separam Natividade de Varre-Sai e desses 19,13 são de serra.Então de tudo arrumado nos despedimos do pessoal e partimos.No início tava ótimo mas depois dos seis primeiros quilômetros começamos a subir, sempre acompanhados por muita água descendo pelas pedras e muitas plantações de café.Quando achávamos que os morros tinham acabado depois daquela curva, mais morros.Mas já sabíamos que enfrentaríamos isso e seguimos sempre assoviando e cantando sempre com o Jorge puxando as canções e eu acompanhando.Não sabia que o Jorge sabi tanta música, principalmente sambas.Quando estávamos chegando a Varre-Sai, começou aquele sereno mansinho que me fez lembrar do Carlos Gegimo e sua Chuva na Serra, tema de encerramento do seu Alegria Rural que vai ao ar pela RPN todas as manhãs com exeção aos domingos.Bom voltando para Varre-Sai,vale dizer que estava tão frio que nossos rostos queimavam com o vento e o sereno.Eu ia usar um gorro fechado que peguei com o Carlinhos mas não queria chegar aquela cidade assim e sofri um pouco até entrarmos num restaurante para pegar aquela bóia.Fomos a um restaurante que fica num sobrado em contrução bem antiga de madeira,um lugar aconchegante onde comemos aquecidos por um fogão a lenha(estavamos tão ligados no rango que não tiramos nem uma foto).Depois de algumas informações com rapaz do restaurante, fui procurar um local para acessar a internet.Estava um dia atrazado com minhas informações e começei a digitar,mas o frio era tão intenso que meus dedos pareciam que estavam congelando.As pessoas de Varre-Sai também estavam se queixando bastante pois o frio que chegara na segunda feira estava demais.Não estava aguentando mais ficar alí, por isso não postei logo o terceiro dia.Enquanto eu estava conectado ao mundo meu amigo Jorge estava se deliciando em na Biblioteca Municipal que se encontrava na mesma calçada.Quando eu disse que ali existia uma biblioteca ele saiu correndo e ficou lá até que eu chegasse para irmos embora.Lá elke me disse que estava lendo uma coleção de Grandes nomes da Música e foi me dizendo:" Caramba tem um livro do Sebastian Bah(eu não sei se é assim que escreve pessoal,me corrige aí Carlinhos).E completou:" rapaz eu não sabia que o primeiro nome do Villa-Lobo é Heitor.Como fiquei feliz com essa harmonia que estamos mantendo na viajem.Já eram quase quatro da tarde e ainda não tínhamos um lugar para dormir e a opção era ir para o Recanto Ecológico que fixa a uns dez quilômetros do centro.Partimos e fui dizendo:Vamos acelerar que vai anoitecer e vamos ficar na pior.Conseguimos chegar lá antes um pouco das cinco.Depois de chorar um pouco no preço com a Dona Angelina,mais conhecida como Nica,fomos ver onde realmente estávamos.O Jorge dava gargalhada não acreditando que ficaríamos naquele chalé lá no alto.Assimn fizemos.Subimos aqueles degraus e nos instalamos como hóspedes únicos daquele dia no Recanto Ecológico,cujo proprietário o SR Anselmo nos contou de seus planos e as dificuldades que encontreou para manter os animais em seu território.Fizemos um sanduiche,tomamos um banho, ligamos a tv e deligamos rapidinho,pois a programação do nosso radinho estava bem melhor ao som da Rádio MEC.Infelizmente, por falta de tempo nossa passagem pela cidade foi breve.Assim encerramos o nosso dia 27 de Junho de 2006 será para nós um dia inequecível.
4º Dia
Dia de pouco,véspera de muito.Assim foi pra nós.Se ontem não tivemos tempo para fazer mais amigos,hoje foi muito feliz.Como estamos felizes por conhecer tantas pessoas do bem.Logo no início do dia antes de oartir para Porciúncula,nos despedimos do Sr.Anselmo e da Nica.Partimos para Santa Clara e em menos de cinco quilômetros depois nos esbarramos com o Sr.João, que cultiva café num lote de terra entre Varre-Sai e Santa Clara." Moço podemos pegar um limão alí".Perguntou o Jorge.Sr.João não só respondeu positivamente como também deu a volta pela cerca de bambú e veio ao nosso encontro.Batemos um papo e saímos de lá com limão,laranja e mexerica.Fomos em frente e e, Santa Clara, conhecemos mais pessoas legais,entre elas a Dona Ilda.Uma pessoa muito alegre e que dedicou toda sua vida a Deus e a fazer o bem para as pessoas.Consagrada pela igreja católica não pôde ir para um convento pois tinha que cuidar dos pais(cuidou do pai e da mãe que faleceu recentemente).Dona Ilda cuida de visita nove doentes que cuida com o maior carinho, além de ministrar cursos para batizados,casamantos entre outros.Ela fez questão de nos mostrar sua casa.Uma casa simples e antiga com assoalho de madeira e forro de bambú que pelas suas contas já passam dos cem anos.A casa tem muitos quartos,dispensa,fogão a lenha e o quê eu achei muito bacana e gostaria de ter em minha casa. Em quadros fotográficos daqueles bem antigos,seus avós paternos e maternos.Adorei conversar com ela e vou levar notícias para os seus familiares de Miracema.Fomos seguindo caminho até Tombos e começamos a descer a serra que nos levaria a cidade mineira.Lindo visual.Minas é montanha.Assim que chegamos no trevo de entrada abordamos que nos deu a maior atenção e que também conhecia pessoas de Miracema.Quando entramos na cidade achei rapidamente uma oficina de bicicleta pois a terceira marcha dianteira havia parado de funcionar na descida e ao mexer acabei piorando.Mais uma vez caras super atenciosos:Rafael,Chiquinho e Fábio não só arrumaram a bike como me disseram:"Vc tem que conhecer a cahoeira de Tombos".É esse o motivo do nome.Tombos.São três tombos qui o Rio Carangola sofre naquele lugar.Então vamos lá.No caminho encontramnos o Museu e Arquivo Histórico,Geográfico e Cultural de Tombos.Marcelo Salim, pensei logo.Muito rico.Estrada de ferro,energia elétrica,telégrafos,futebol,e muito mais estão alí guardados e expostos cuidadosamente.Lá além de fotografar ao lado de uma bike inglesa de 1938, fiquei sabendo sobre o Caminho das Luz um tipo de caminhada que vai acontecer agora no mes de julho e dura vários dias.Maiores informações pelo site: www.caminhodaluz.org.br Eu vou fazer o possível para caminhar por aqui.Então seguimos para a cachoeira.Pegamos o asfalto para Porciúncula e quando pegamos a estrada de terra e mais uma descida pensei.Caramba depois vamos ter que subir isso tudo de novo.Quando chegamos a cachoeira eu não sabia se ria ou chorava.Eu já rodou um pouco na minha vida mas nunca tinha visto nada igual.Só Deus mesmo eu pensei na hora.O Jorge gritava e ria muito.VocÊs verão as fotos e tirar suas conclusões.Na Cachoeira de Tombos,5ª maior em queda d'água do país, situada na divisa de Minas Gerais com o Rio de Janeiro funciona,segundo informações do Wilson, o operador da Usina Hidroelétrica de Tombos,uma das primeiras usinas hidroelétricas de Minas Gerais,inaugurada em 12 de julho de 1912.Depois felizes subimos a estrada de terra felizes e pedalamos até Porciúncula onde estou agora.Aqui de cara fomos recebidos pelos policiais na estrada que nos dceram a dica de onde armar nossa barraca para passar a noite.Amanhã vou completar o relato desse dia maravilhoso.
5º Dia
Depois de passarmos a noite onde o Bebeto,vigia do Parque de Expoisções de Porciuncula havia indicado pra nós, levantamos às cinco e quinze da matina, arrumamos nossas coisas e antes de começar a pedalar, decidimos que se conseguissemos chegar ao trevo de Raposo dispostos a pedalar mais, iríamos adiantar a viajem e seguir para Miracema,pois estávamos bastante felizes com o feito e também cansados(para a primeira viajem até que foi bom)para arrumar local para dormir,fazer comida,armar barraca e tudo mais.Assim ficou decidido. Partimos na direção de Antônio Prado de Minas, outra cidade mineira.Treze quilômetros nos esperavam e infelizmente ficamos sem baterias para fotografar esse percurso que também leva a rampa de salto de Vôo Livre e também a Pedra da Elefantina, local para prática de treeking e escaladas.Uma pena.Assim que chegamos a Antônio Prado, compramos as baterias e tomamos um café com pão e manteiga caseira.Em seguida começams a descer em direção à Eugenópolis.Mais treze quilômetros, agora numa estrada de terra bem movimentada.Mais uma vez água, muita água e cachoeira.Quando estávamos próximo de Eugenópolis encontramos o Rio Gavião com suas águas limpas.Na frente passamos sobre ele e mais pertinho Eugenópolis ouvimos um barulho de cachoeira e fomos dar uma conferida.Era a cachoeira do grilo(me lembro de um amigo que tinha esse apelido rsrsrs).Tivemos acesso a uma parte dela e fizemos algumas fotos e disse para o Jorge:" Miracema merecia um rio como esse".Então fomos em frente passando por Eugenópolis e pegamos a BR-356 que liga Muriaé a Itaperuna.Foram doze quilômetros em que tivemos que pedalar com muito mais atenção pois era pista com veículos grandes e a pista não tem acostamento.Quando chegamos no trevo de Raposo decidimos ir para casa mesmo e partimos já pensando em chegar a tempo de secar a Argentina.Passamos por Comendador Venâncio e Laje do Muriaé sem perguntar o resultado da partida.Subimos o Morro dos Padeiros empurrando as biciletas pois haviámos pedalado por aproximadamente 70 km e o sol estava apertando por volta das 13 horas.Então às duas da tarde chegamos a tempo de ver as cobranças de penaltes e felizes por ter conseguido alcançar nosso objetivo.Foram 299 km percorridos,oito cidades,quase trinta novos amigos em cinco dias de aventura e muitos locais visitados.Agradeço a todos que nos enviaram seus recados nos dando aquela força para seguir em nossa aventura.Já tenho planos para uma nova viajem ainda este ano só que agora com a experiência de uma viajem.Valeu pessoal!!!
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